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PLANO DIRETOR DE ÁGUA SERÁ APRESENTADO NESTA QUARTA-FEIRA DURANTE AUDIÊNCIA PÚBLICA

O DAE realiza nesta quarta-feira (19), a partir das 17h, na Câmara Municipal de Bauru, a Audiência Pública para apresentar o Plano Diretor de Água, que vai direcionar as necessidades de planejamento e investimentos nos serviços de água do município para os próximos 20 anos.

No estudo foi apontado que o abastecimento de água de Bauru continuará sendo realizado por mananciais subterrâneo e superficial. Entre os mananciais superficiais disponíveis para o abastecimento optou-se pela utilização exclusiva do rio Batalha durante o período de vigência do Plano, ou seja, até 2034. Essa decisão foi tomada devido à necessidade de aumento da capacidade produtiva em curto prazo (2014-2019), incompatível com o tempo de projeto, de execução e de implantação de um novo sistema produtor de água superficial. Neste período, deverão ser perfurados novos poços e iniciado o plano de combate às perdas. Os mananciais subterrâneos continuarão representando a maior parcela de abastecimento.

A ETA Batalha permanecerá como única Estação de Tratamento de Águas superficiais para abastecimento público durante a vigência do Plano Diretor. Foi prevista sua reforma para recuperação da estrutura civil e modernização do processo de tratamento para que possa ser operada com vazão máxima de 550 litros por segundo.

O custo global para execução dos investimentos está estimado em R$ 256.643.619,46(duzentos e cinquenta e seis milhões, seiscentos e quarenta e três mil, seiscentos e dezenove reais e quarenta e seis centavos).

As atividades foram divididas em etapas e a escolha da ordem de execução (curto, médio e longo prazo) levou em consideração as necessidades cronológicas, bem como minimizar a possibilidade de falta de água durante a execução dos serviços.

Entre as principais alternativas propostas no Plano estão:


Captação de água complementar

A captação complementar do rio Batalha será responsável por captar a vazão de 350 litros por segundo a fio de água na região próxima ao distrito de Tibiriçá e à divisa do município de Bauru com Avaí, e recalcar essa vazão à lagoa de captação atual.
Será composta por barragem de elevação de nível, gradeamento, caixa de areia, poço de sucção, casa de bombas, dispositivo de proteção antigolpe, adutora e dispositivo dissipador de energia.


Setorização

A setorização da rede de distribuição é a divisão da cidade em regiões, onde será possível trabalhar de forma específica cada setor do município. É forma de controle que permite a realização de manobras e intervenções sem que o sistema todo seja comprometido. Com essa medida, o fornecimento de água poderá ser interrompido para manutenções, sem que o restante da cidade seja prejudicado.


Poços

Além dos quatro poços propostos pelo DAE (Zona Norte II, operando desde agosto, Val de Palmas, que deverá entrar em funcionamento até o final deste mês, Jardim TV, já homologado e no prazo recursal, e Jardim Imperial) o Plano também apontou a necessidade de outras três Unidades de Produção. São elas: Zona Norte III e IV e Águas Virtuosas.

A implantação dos novos poços foi considerada finalizada em 2017 com operação máxima de 20 horas por dia para cada unidade, no intuito de propiciar o bom desempenho do sistema e a sustentabilidade do manancial subterrâneo.


Reservatórios

Novos reservatórios devem auxiliar na setorização da rede e no armazenamento de água tratada da cidade. O relatório sugere a construção de 22 reservatórios, sendo cinco do tipo semienterrado, oito apoiados e nove elevados, contemplando as regiões da Vila Dutra, Jardins TV e Imperial, Vale do Igapó, entre outras.


Redução e controle de perdas

Foi considerada a elaboração de um plano de combate a perdas. A redução passaria dos 48,7%%%%, índice de 2013, para 25% em 2034. Nos cinco primeiros anos do Plano a diminuição de perdas foi vinculada diretamente ao combate às fraudes e à submedição, sendo as principais medidas a ser adotadas:

- Alteração na lei de propriedade do hidrômetro;

- Substituição dos hidrômetros existentes pelo novo padrão a ser estabelecido pelo DAE com base na faixa de consumo de cada economia;

- Criação da bancada de aferição de hidrômetros


Micromedição

Para minimizar o índice de perdas de água, bem como combater o desabastecimento no início da vigência do PDA, é fundamental que a responsabilidade sobre a hidrometria (micromedição) seja do DAE. Os hidrômetros deverão ser totalmente substituídos em cinco anos. Além disso, cada aparelho medidor deverá ser verificado no período máximo de cinco a dez anos. Para tanto, deverá ser implantado um laboratório de hidrometria, com bancadas de aferição de hidrômetros para capacidade de verificação mínima de 1500 hidrômetros mensalmente. Este serviço deverá ser contínuo na busca de hidrômetros com problemas, por exemplo, de submedição e desgaste, que geram perdas de faturamento ao DAE.


Controle centralizado

O controle do sistema de abastecimento será realizado em um Centro de Controle Operacional (CCO) que deverá ser implantado na sede do DAE. O CCO receberá os dados de monitoramento da ETA, captações, poços, elevatórias, adutoras e reservatórios para o monitoramento operacional.

Os controles operacionais da ETA e das captações deverão ser realizados em um CCO dedicado exclusivamente ao sistema produtor Batalha (CCO Batalha).

O envio de informação é realizado por monitoramento remoto (telemetria), responsável pela emissão de sinais coletados pelas Unidades Terminais Remotas (UTR), instaladas nos poços, reservatórios, elevatórias e ETA. Cada UTR poderá conter um Controlador Lógico Programável (CLP), que armazena instruções para implementação de funções específicas para controlar, através de módulos de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou processos.

O CCO constitui uma ferramenta fundamental para a tomada de decisões, tornando-as mais rápidas e precisas. Os controladores recebem os dados com uma pequena defasagem de tempo e podem distribuir as vazões produzidas de forma a suprir as necessidades do sistema de abastecimento, diminuindo o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de água.


Valor da tarifa de água

O valor da tarifa de água para consumo residencial foi reajustada em 9% em junho deste ano. O valor para consumo residencial de 6 m³ a 10 m³ aumentou de R$ 1,08/m³ para R$ 1,18 /m³.

Apesar do reajuste realizado recentemente, o Plano verificou que a tarifa de Bauru está defasada em relação às cidades de porte similar no estado de São Paulo. Para o consumo de 10 m³, a tarifa local é inferior a municípios estudados, como Campinas, São José dos Campos e Mogi das Cruzes.

De acordo com o estudo, é fundamental que o valor da tarifa de água esteja equilibrado com os investimentos necessários durante e após a implantação do Plano Diretor.


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Assessoria de Imprensa - DAE/Bauru


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